Reformas de Temer vão acabar com o Brasil, diz sociólogo

Originalmente publicada no Novo Jornal.

O professor de ciência política da Universidade Federal Fluminense (UFF), de Niterói (RJ), Jessé José Freire de Souza, de 56 anos, não é um dos mais entusiasmados com o futuro do Brasil nas mãos do atual presidente Michel Temer. O novo governo enfrenta resistência nas ruas de parte da sociedade civil, sobretudo quando se coloca em pauta as reformas previstas pela administração peemedebista, coloca.

As possíveis mudanças na Previdência Social, como o aumento da idade mínima para aposentadoria; o ajuste fiscal e a regulamentação da terceirização para atividade-fim, previstas nas reformas previdenciária e trabalhista sob a batututa da Presidência da República são alvos de protesto no país. leia mais

Onibus queimando em Natal

Natal em Pânico: As Entrelinhas da Violência

Texto original no site Dejure. Aproveito para entrar no site e ver o resto dos textos que são bons também.

Desde a última sexta-feira (29/07) os grupos de Whatsapp dos cidadãos potiguares veiculam mensagens de pânico. As correntes religiosas (e de apoio à operação lava-jato), os famosos memes e todo o conteúdo (im)próprio típico desse locus de socialização do mundo moderno líquido cederam espaço para áudios, vídeos e fotos que tinham um único objetivo: disseminar o medo.

Ao leitor mais desatento, ou que não desfrute desta terra, contextualizemos o alvoroço. leia mais

Na política, mesmo os crentes precisam ser ateus


Manifestações de 13 de Março aconteceram em todo Brasil
Manifestantes levantam o boneco que remete ao ex-presidente Lula, na avenida Paulista, no domingo (13). Foto por: PAULO WHITAKER REUTERS

Uma das melhores análises da situação atual do Brasil. É longo, mas vale a pena ler esse texto da Eliana Brum no El Pais. Recomendo acompanhar essa colunista.

Aproveito para recomendar o El Pais como uma fonte de notícia menos parcial sobre o Brasil.

O momento do Brasil, culminando com as manifestações de 13 de março, mostra os riscos de uma adesão pela fé: é preciso resistir pela razão.

Não se constrói um projeto político com crentes. Mas a angústia, no Brasil de hoje, se dá também pela vontade de acreditar que algo é verdadeiro num cotidiano marcado por falsificações. O perigo é que, quando o roteiro dos dias parece ter sido escrito por marqueteiros, não cabe razão nesse acreditar. Exige-se fé. Quando a política demanda adesão pela fé, é preciso ter muito cuidado. Os partidos que estão aí, puxando para um ou outro credo, podem acreditar que lhes é favorável ter uma população de crentes legitimando seus projetos de poder. Mas a adoração, rapidamente, pode se deslocar para outro lugar, como alguns já devem ter começado a perceber depois das manifestações do domingo, 13 de março. Ou pior, para um ídolo de barro qualquer. Rebaixar a política nunca é uma boa ideia para o futuro. Quem acha que controla crentes, com suas espirais de amor e de ódio, não aprendeu com a história nem entende o demasiado humano das massas que gritam. leia mais

Ricardo Semler

‘Pela primeira vez no Brasil, temos gente rica assustada’

Ricardo Semler
Para Semler ‘corrupção é endênmica no Brasil e não adianta fazer de conta que surgiu agora’.

Entrevista muito boa com empresário que revolucionou a organização de empresas com a “democracia corporativa” da BBC Brasil (fonte original).

Recomendo muito também o livro dele “Você está louco” que descreve como chegou e implantou esse método em uma empresa que agora cresce em média mais de 40% ao ano nos últimos 30 anos! Ainda assista o palestra dele no TED sobre isso.

Também fica a dica para acessar a BBC Brasil por boas notícias.

Sócio majoritário do conglomerado Semco Partners e ex-professor de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Ricardo Semler tornou-se um dos empresários brasileiros mais conhecidos no exterior nos anos 90 por aplicar em sua empresa princípios gerenciais que ficaram conhecidos como ‘democracia corporativa’. leia mais

Whatapp no Celular

Deixei de usar o WhatsApp por um mês, e isto é o que aprendi

Postagem original do jornal El Pais, que por sinal tem ótimas matérias: Deixei de usar o WhatsApp por um mês, e isto é o que aprendi.

Ao apagá-lo, seus amigos continuam enviando mensagens. Ao voltar a usá-lo, abandonei maus hábitos

Em setembro, 900 milhões de pessoas em todo o mundo usavam o WhatsApp. Quase tanta gente quanto a população da África. A Espanha é o país da Europa no qual mais se usa o aplicativo. Sim, por mais que que escrevemos de tecnologia ou falemos de Snapchat, Telegram ou Signal, nada se compara, nem de longe, à mãe de todos os aplicativos de mensagens.

Nunca gostei muito do WhatsApp. Em parte porque sinto que ele corrompeu o que considero ser o melhor da internet: a capacidade de nos fazer voar, de nos levar a descobrir um pouco melhor a terra indômita que existe além do nosso bairro. Quando comecei a navegar nos anos 1990, achei fascinante o mundo que se abria na tela do computador. Na época, estudava jornalismo e passava horas visitando sites tão exóticos como o do Partido Comunista dos Estados Unidos, escutando emissoras de rádio em idiomas que não entendia ou lendo blogueiros com os quais, em alguma ocasião, acabei bebendo algo num bar. leia mais